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Então agora fico à espera

da manifestação pública de repúdio por parte das Auto estradas de Portugal, EP.
É que vamos a ver, com publicidade desta natureza, ainda se pode dar o caso de ninguém circular pelo país...
(lamenta-se a qualidade da foto, mas na ausência de conseguir a coisa na net, tive de recorrer ao belo do scanner)

Pequeninos em tudo, e especialmente no espírito

Se há coisa que me irrita profundamente no país é esta corrente de pobreza espiritual que assola o tecido empresarial nacional. O importante para estas alminhas não é terem serviços de qualidade, nem estruturarem o seu negócio, ou até mesmo  auxiliarem o vizinho do lado a fazê-lo, para que a sua região se torne mais apetecível ao consumidor e competitiva no mercado global.
Nãããooooooooooooo!!!!!
Porque isso seria certamente tarefa para quem realmente quer fazer alguma coisa de útil.
Por isso, importante, é andar a gastar tempo a ver a publicidade de qualidade que se faz promovendo iniciativas de outros, que os próprios, invejosos e mesquinhos, são incapazes sequer de projectar, quanto mais mexer um centímetro de rabo que seja para o fazer.
E  aproveitam pelo caminho para nos passarem, a nós consumidores, um inegalável atestado de estupidez. Sim, porque está visto que o sénior britânico que todos os anos projecta uma viagem ao Algarve para vir a banhos, em 2012, e depois de ver o infâme anúncio de praias desertas, vai trocar o bafo algarvio e a água tépida, pelos concertos de música clássica ou pelas performances de teatro de rua. Já para não falar das milhares de famílias portuguesas, que como se sabe, são clientes frequentes de tudo o que é oferta cultural (é bom não esquecer o elevado índice cultural do país) já se preparam para uma deslocação em massa, rumo à cidade berço para trocarem a bola de berlim, e os "Jean Pierre, vien ici...caramba não ouves?!!!" pelas palestras intelectuais, que o programa concerteza nos irá oferecer.
Tenham mas é vergonha na cara, e tratem de dinamizar um Algarve mais interessante e estimulante a nível turístico e cultural, e já agora se não vos der muito trabalho, façam qualquer coisinha pelos milhares de cidadãos que vivem pela região, e que certamente gostariam de ver as suas cidades mais bem tratadas!

Não percebendo a razão deste desabafo, basta ir aqui

"Acantonamento

é um quartel militar temporário ou semi-permanente. O acantonamento serve de base de apoio ou local de abrigo e alimentação da tropa."  in Wikipédia
Se por tropa entendermos cerca de 40 miúdos entre os 4 e os 6 anos, alvoraçados por passarem uma noite fora de casa, sem pais, a dormirem em sacos-cama, com os amigos da escola, depois de um dia de piscina, hortas e caminhadas, sim poderemos dizer que a minha filha mais velha partiu hoje para o seu primeiro acantonamento.

Cork Block Shelter

Depois do alerta vindo daqui, passei por lá para dar uma vista de olhos, e votei. Em consciência e pouco preocupada com o aspecto nacionalista da coisa. Por acaso até votei no arquitecto português, mas só e apenas porque me pareceu de longe o melhor projecto. Naquele abrigo eu alojava-me, nos outros nem tanto.
Já nessa altura a preferência do público era destacada, hoje oiço na rádio que foi mesmo o projecto vencedor. Ainda bem.

Al Mossassa - Marvão 2009

Houve cobras enroladas ao pescoço dos artistas, corujas vindas de propósito de Hogwarts ;), abutres que faziam estremecer a morte, orquestra e danças orientais nos jardins do Castelo, tatuagens em Henna e doçaria de nos tirar do sério, comerciantes de artigos mais ou menos inspirados nas arábias, e gente, muita, muita gente como é raro ver em Marvão.
Se dúvidas tivesse (que não tenho, nem tinha) de como se dá vida às Vilas de Portugal, ficou visível que animando culturalmente, se enriquece o tecido social e económico.
Nota negativa contudo para:
_ a música oriental que se projectava nos megafones das ruas desde as 10h da manhã às 23h da noite, mesmo mesmo ali junto às janelas da nossa casa;
_a muita, muita gente, que se fazia acompanhar por muitos, e ainda muitos mais carros;
_a entrada a 1 euro, não pelo valor, mas porque a partir de determinada hora quem estava à porta partia para a festa e daí em diante entrava-se à borla, e a coerência é coisa que sempre me agradou.

Emissão Interrompida

Nos próximos dias estarei por aqui
na lisura do quente alentejano, e da paisagem que nos tira o fôlego.
Assim, e porque se calhar não me vai apetecer passar por cá... até jááááá!!!!!!!

Havia tanta coisa que eu vos podia contar

sobre a nossa passeata por Lisboa num autocarro turístico.
Mas porquê faze-lo se já está tudo tão bem explicadinho aqui.
Leiam lá e comentem aqui, tá! :)

Domingo revigorante

Depois dum sábado fantástico, a familia voltou a reunir-se no domingo para um almoço rápido e uma tarde ao sol nos jardins de Belém, a ouvir os BOMBRANDO, um espectáculo de som e ritmo que nos contagiou para um novo inicio de semana.

Terror ...

é o sentimento que me ocupa o interior no preciso momento em que descubro que, eles estarão cá no próximo dia 30 de Julho. Um cá que significa Paredes de Coura. Eu, a Madrid ainda considerava ir vê-los, agora para Paredes de Coura, não sei se tenho a estaleca necessária!
N., como é?!

Pois

É o nome do café que o nosso passeio da manhã de sábado nos deu oportunidade de ficar a conhecer, ali perdido entre a Sé e o centro de Alfama. Um delicioso espaço onde apetece entrar, sentar e ir ficando a degustar um dos três brunchs, ou qualquer das outras iguarias disponiveis no cardápio. E enquanto o palato se rende aos sabores inesperados, a vista pupula de pormenor em pormenor na ânsia de os captar, tipo máquina fotográfica digital, memória de 2 GB.

Eu hoje andei de comboio.

Ok, eu sei que a afirmação assim, sem tirar nem pôr, parece um tanto ou quanto estranha. Afinal as linhas férreas não são um fenómeno propriamente recente.
Mas a verdade é que, à excepção das viagens em Alfa Pendular, trajecto Lisboa-Porto-Lisboa, mais que muitas, não me recordo da última viagem em linhas da CP.
Hoje o trajecto foi curtinho. Oeiras - Cascais. Mas suficientemente longo para permitir a melancolia das recordações dos odiosos fins de semana de Verão, em que a minha mãe me arrastava para as praias sobrelotadas da linha. Não é que eu não goste de praia ... odeio é a confusão ... a areia colada aos sítios mais inapropriados ... e a terrível alergia que o sal das praias entre Oeiras e Cascais sempre me fizeram à pele.
Ok, eu admito! sou um bocado comichosa ... Adiante.
Com a melancolia, veio também a confirmação: Eu gosto de Comboios!
Gosto de me sentar e deixar ir os pensamentos, acompanhando o ritmo constante que parece gritar poucaterra-poucaterra.
Gosto de olhar lá para fora e ver a Vida correr a uma velocidade cruzeiro que me permite absorver e respirar.
Gosto de observar quem me acompanha. Imaginar as suas vidas, comandá-los à velocidade da minha pena, tal qual fantonches do meu circo improvisado.
Eu gosto de andar de comboio, e pelo caminho, descobrir nas paisagens tesouros que o carro não permite contemplar.
Eu gosto porque gosto, pá!
Só não gostei muito foi do preço do bilhete.

Nacionalização do BPN


As voltas e voltas que a História permite mas não perdoa, e aqueles que mesmo contra todas as evidências, teimam em negar que o passado espreita a cada esquina ...
Recordo agora, e uma vez mais a proposito dos revés que a História e a Economia nos trazem, uma importante entrevista que fiz por ocasião da minha licenciatura, a um ex- preso político, que em determinado momento me pede para desligar o gravador, que sim que me conta como eram os truques, mas sem gravações, porque "nunca se sabe se a vida volta atrás".
Hoje, o Estado vê-se "obrigado" a nacionalizar um banco para que o colapso financeiro de muitos dos meus concidãos não se torne ainda mais real.
Esperemos que o momento de hoje, não seja o primeiro de muitos, em que a intervenção do Estado ganha contornos indesejáveis para todos nós.
O Mundo não anda bonito, e cabe a nós AGORA MAIS DO QUE SEMPRE, pintá-lo com cores mais alegres!

Dias Complicados

A última semana e o inicio desta trouxe (des)complicações adicionais à minha vida já de si um tanto ou quanto desorientada.
Situações que finalmente parecem encontrar uma solução viável, obrigam a negociações dificeis, tendo em vista um melhor futuro.
O inicio dum novo projecto de realização pessoal, e quem sabe profissional.
A Cooperativa com (é quase estranho dizer isto) excesso de trabalho para o restrito núcleo que a conduz.
Viagens Lisboa-Faro, mais que muitas.
Logisticas infantis de considerável atribulação. Desconforto parental e absoluta vontade de parar e simplesmente gritar AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!
Valha-me a lambisgóia maior, que no sábado, após um momento de absoluta identificação com o seu modelo de eleição feminino (desenganem-se que não é a mãe, é mesmo a educadora!), e um obrigatório regresso ao hipermercado para comprar o dossier do Pocoyo "grande" com tem a I, e "com folhas" como tem a I., e com "aquelas coisas de plástico" como tem a I. (safa..., o que vale é que eu gosto bastante da I.!), se sai com mais esta preciosidade:

Na fila, já com o dossier no tapete rolante, aguardar a nossa vez.
M. - Oh mãe, podes-me sentar ali em cima?
(no tapete das compras, entenda-se)
Mãe - Não, porque ali não é sitio para os meninos se sentarem.
M.- Pois não (diz entre risos) porque senão a senhora ainda acha que eu sou para pagar! - e lança para o ar as suas ruidosas gargalhadas, enquanto com os braços simula o acto da passagem da compra pela máquina de leitura do código de barras.
Mãe - :S

aiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Viagens na Minha Terra #1

Ai o Alentejo que me faz suster a respiração, desejar fazer as malas e partir sem regresso marcado, o Alentejo das cores que me emocionam, dos cheiros e da terra sem paralelo, das migas, dos enchidos, maravilhosos queijos, dos vinhos.... ai o Alentejo!!
E este em particular que tantas recordações BOAS nos traz ....