Depois do jantar de ontem perspectivo um eventual futuro alcólatra para a minha filha mais velha

Ontem jantámos umas belas bifanas com molho de cerveja e mostarda de Dijon (receita daqui) que ela não só repetiu até ver a travessa vazia, como apreciou o molhito e ainda me disse com o seu habitual jeito pespineta "ò mãe vê lá se me pões esta receita num papel para eu dar à tia Lena para ela fazer para o almoço da próxima semana"
Convém acrescentar que a Tia Lena é, tão somente, a responsável pela escola, e a pessoa que define os menus semanais da criançada.
;)
(diga-se que a foto também é roubada do mesmo blog da receita, que o nosso não ficou assim com tão bom aspecto)

Contra factos...

Numa brincadeira com a I. e a M. ia dizendo à I.
- A M. é uma monganita, não é I?!!!
-NÃO! NÃO!, respondeu ela indignada , É uma TONTA!
Ora contra factos ... ;)

Ponto

Há algum tempo atrás, foi diagnosticada a uma das melhores amigas da minha mãe (quase uma irmã) uma leucemia. Assim, vindo do nada e sem se perceber porquê anuncia-se uma doença do sangue. Uma doença que mata. Findo o susto inicial, os internamentos, as quimioterapias, os tratamentos agressivos, entrou numa nova etapa. Uma etapa de limitações e equilibrios, de constante manutenção e doses industriais de químicos. Uma nova etapa em que nada volta a ser como era dantes.
A amiga da minha mãe (quase uma tia para mim e para as minhas filhas) tem mais de quarenta anos. Muitos mais mas para o caso não são relevantes quantos em concreto, e enquanto esteve internada, fez óbvias amizades com outras mulheres em situação similar. Uma delas era uma rapariga na casa dos 20 anos. Lembro-me particularmente dela pela história que me contaram de como lhe foi diagnosticada a leucemia já em estado avançado.
A minha mãe vai hoje ao seu funeral....

Opppsss....

Descobri que a minha veia literária rejubila ao ouvir os Deolinda. Ao primeiro acorde surgem-me logo milhentas histórias e personagens.
Querem ver que tenho alma de escritora popular?! ...ou pior popularucha?!!!!

Happy Easter...

or not!

Se eu podia viver sem a Kaffehaus?...

Podia. Mas não era a mesma coisa.
Porque na Kaffehaus, ao contrário de outros sítios, ainda recentemente falados nos posts deste blog, nunca fico descontente. Porque apesar das obras de ampliação, se mantêm o mesmo estilo cool and cosy. Porque quem nos atende, é, em regra, simpático e atencioso. Porque as crianças não são vistas, pelos donos, e pelos outros clientes, como seres aborrecidos e barulhentos. Porque o cão que acompanha o seu dono, e que lá está sempre que lá vou, já tem a sua tigela de água reservada. Porque durante o tempo que lá estou, estou em todo o sítio menos cá.
Por isso, e desde sábado passado, por isto também.

Beleza Serena

Plain Perfection

Há dias assim. Dias em que o Mundo parece conspirar para que tudo corra bem. A manhã calma na cama, o brunch do costume sem a confusão do costume. As miúdas super bem dispostas. A passeata pelo CCB e pela exposição da "Joana Vasconcelos, mamã" (diz a cada esquina a M., por estes dias uma verdadeira expert em matéria de arte moderna), o sol atrevido de final de tarde na esplanada do Museu da Marinha e, a ideia, assim, totalmente de repente, de que hoje, sim hoje, é que era mesmo um bom dia para as levar ao estádio.
E foi!
Foi dia de gritar “GOLO” cinco vezes.
Foi dia de agitar os cachecóis bem lá no alto. Dia de gritar “Djálo, Djálo, Djálo” e mais “Moutinho” e sempre presente “Liedson”.
Foi dia de ter na fila de trás 3 amigos mais ou menos das mesmas idades, também eles em estreia absoluta.
E de estarmos em permanente aparecimento nos ecrãs do estádio, fruto…talvez, da extraordinária chucha caveira, que a I. se orgulhava de ostentar bem juntinho ao seu cachecol.

Temos garra sim. Garra Leonina!

Doce e Amargo

O fim de semana prolongado, patrocinado pela época festiva do jejum, possibilitou à malta, uns finais de tarde fora da tradicional rotina, e a passeata promotora da gula.
Primeira paragem na Merry Cupcake, ali para os lados do Campo Pequeno. Os queques "ainda por cima sem maminhas" (dixit Nuno) parecem andar na moda e sucedem-se as ofertas dentro do género. Não se pode dizer que os cupcakes são maus. Não se pode dizer porque não são. Mas também não trazem nada de novo. O bolo propriamente dito é de pacote e as coberturas, se bem que docinhas, não trazem sabores de comer e chorar por mais.
Enfim, foi bom para satisfazer o dentinho.
A outra estreia, menos agradável diga-se, foi a visita a dois ao La Finestra. Dos mesmos donos do Di Lucca e altamente recomendado, pela também altamente recomendada Time Out, o La Finestra provou ser a decepção do ano. O ambiente é desagradável e incaracterístico (aquele corredor de entrada, tipo discoteca pirosa da terrinha ia-me tirando do sério), os empregados multiraciais são...digamos que roçam mesmo a má educação, a comida fica aquém do que o cliente costuma encontrar na casa mãe, e para culminar é todo ele um restaurante de fumadores. Enfim, safou-se o Dolce Pecatto, um prosecco em granizado de ananás, que lá foi ajudando a tragar a comida sensabora, e o casal de lésbicas, que entrou a meio da nossa refeição, e que, não obstante a completa discrição, sempre veio dar um brilho adicional ao estuporador do sítio, que não tem gracinha nenhuma. Não se recomenda.