
Pomba Gira meets Dr. Sá Raposo...
nos jardins do Palácio das Comadres, para entre bolos e bules de chá, falarmos da vida. Da nossa, e sobretudo da dos outros.
Mais um projecto a dois. Mais informações aqui.
Mais um projecto a dois. Mais informações aqui.
Porque será?!
Que sempre que alguém me oferece um elogio, acho que é mais porque engraçaram comigo do que propriamente por me reconhecerem algum talento.
Será defeito?!
Será defeito?!
O 10 do 10

Dizem por aí que se comemora por esta ocasião o 10º aniversário do lançamento do TEN (Pearl Jam). Estou com dificuldades em aceitá-lo porque isso obrigaria a admitir que estes dez anos passaram a correr, e que aos 34 a ideia era estar já noutra da altura da vida. Mas, adiante.
O que interessa é que para celebrar a efeméride, a FNAC disponibiliza um pack deluxe com LP's, K7's, Cd's, Livros, Dvd, etc. Uma coisa à séria!
Eu gostava (muito) dos Pearl Jam. Mas gostava mais de Soundgarden. E muito mais de Temple of the Dog, em paralelo com uma embirração de estimação com o morto vivo, também conhecido por Kurt Cobain. E gostava (gosto) ainda mais, daquela que para mim está entre as melhores músicas de amor de todos os tempos (lamechas, eu sei, mas como diz o outro indulge me), o Black.
O que interessa é que para celebrar a efeméride, a FNAC disponibiliza um pack deluxe com LP's, K7's, Cd's, Livros, Dvd, etc. Uma coisa à séria!
Eu gostava (muito) dos Pearl Jam. Mas gostava mais de Soundgarden. E muito mais de Temple of the Dog, em paralelo com uma embirração de estimação com o morto vivo, também conhecido por Kurt Cobain. E gostava (gosto) ainda mais, daquela que para mim está entre as melhores músicas de amor de todos os tempos (lamechas, eu sei, mas como diz o outro indulge me), o Black.
Assim, e em homenagem do re-lançamento dum dos mais importantes albúns da minha adolescência cá vai o ... não, não é o Black, mas o ALIVE que eu preciso de agitar os ossos!
Dou agora por mim a pensar que para as educadoras das minhas filhas, estes tipos devem ser o mesmo que os Rolling Stones eram para mim (não em termos de qualidade mas no que toca ao auge da carreira) e isso mete-me muito ... MEDO!
Direito a ser Pessoa
Hoje pela manhã ouvi alguém falar num programa sem interesse, duma rádio identicamente sem interesse, sobre o direito ao lazer. Mais dizia, hoje as pessoas mais do que manifestarem-se por maiores direitos laborais, deviam manifestar-se pelas suas vidas, pelo direito a viverem o lazer.
Ouvido assim, sem enquadramento ou explicação, parece anedota. Mais um daqueles tipos a elogiar a preguiça, que foi aliás como terminou a coisa o entrevistador, também ele altamente desinteressante. E foi assim que remeti o assunto para a gaveta dos “a reflectir”. Mas o diacho não ficou, e passei boa parte da minha manhã com aquelas palavras a trautearem-me os ouvidos num zumbido surdo para os restantes, mas cada vez mais sonoro aqui nos ecos interiores.A determinado momento deixei-me ir, e de facto chego à conclusão de que concordo com o dito senhor. Hoje mais do que qualquer direito, é urgente reivindicarmos o direito a dispor da nossa vida a nosso bel-prazer.
Não há muito tempo passei por uma situação, em que alguém para quem eu desenvolvia um serviço, e que (aparentemente) depositava em mim grandes esperanças, se julgou no direito de dispor da minha vida. Assim mesmo, dispor da minha vida. Fossem ou não horas de expediente, fosse dia de semana ou fim-de-semana, estivesse eu ou os meus saudáveis ou no hospital, nada interessava, a não ser o facto de ele achar que tinha o direito de dispor da minha vida. E achava tanto isso, que se achou ainda mais no direito de se indignar quando lhe anunciei a minha segunda gravidez. Isso mesmo, de se indignar pela minha audácia em querer voltar a ser mãe.
É claro que a nossa relação terminou no momento seguinte, mas o que interessa aqui, é o facto de existirem no mundo pessoas, ou criaturas, capazes, diria mesmo com a imensa petulância de acharem que podem, e que têm o direito, de dispor da vida de alguém.
É de facto urgente uma grande manifestação de Pessoas a exigirem o Direito que a Vida lhes assiste de serem sómente PESSOAS, com vontades, interesses, ritmos, dinâmicas, capacidades e criatividades diferentes. Pessoas e não Mercados, Consumidores, Clientes, Trabalhadores.
Pessoas que querem sómente o direito a usufruírem de si mesmas.
Eu quero-o e luto por ele todos os dias da minha vida!
Ouvido assim, sem enquadramento ou explicação, parece anedota. Mais um daqueles tipos a elogiar a preguiça, que foi aliás como terminou a coisa o entrevistador, também ele altamente desinteressante. E foi assim que remeti o assunto para a gaveta dos “a reflectir”. Mas o diacho não ficou, e passei boa parte da minha manhã com aquelas palavras a trautearem-me os ouvidos num zumbido surdo para os restantes, mas cada vez mais sonoro aqui nos ecos interiores.A determinado momento deixei-me ir, e de facto chego à conclusão de que concordo com o dito senhor. Hoje mais do que qualquer direito, é urgente reivindicarmos o direito a dispor da nossa vida a nosso bel-prazer.
Não há muito tempo passei por uma situação, em que alguém para quem eu desenvolvia um serviço, e que (aparentemente) depositava em mim grandes esperanças, se julgou no direito de dispor da minha vida. Assim mesmo, dispor da minha vida. Fossem ou não horas de expediente, fosse dia de semana ou fim-de-semana, estivesse eu ou os meus saudáveis ou no hospital, nada interessava, a não ser o facto de ele achar que tinha o direito de dispor da minha vida. E achava tanto isso, que se achou ainda mais no direito de se indignar quando lhe anunciei a minha segunda gravidez. Isso mesmo, de se indignar pela minha audácia em querer voltar a ser mãe.
É claro que a nossa relação terminou no momento seguinte, mas o que interessa aqui, é o facto de existirem no mundo pessoas, ou criaturas, capazes, diria mesmo com a imensa petulância de acharem que podem, e que têm o direito, de dispor da vida de alguém.
É de facto urgente uma grande manifestação de Pessoas a exigirem o Direito que a Vida lhes assiste de serem sómente PESSOAS, com vontades, interesses, ritmos, dinâmicas, capacidades e criatividades diferentes. Pessoas e não Mercados, Consumidores, Clientes, Trabalhadores.
Pessoas que querem sómente o direito a usufruírem de si mesmas.
Eu quero-o e luto por ele todos os dias da minha vida!
Bolas, mais um "Nunca" prestes a cair!
Foi com estranheza, e alguma dor que hoje, me deparei com a possibilidade de perda de mais um dogma. E um que me chateia mesmo vir a perder. Um que me abala a esfera intelectual. Que me obriga a repensar comportamentos. E isso deixa-me lixada!
Sempre disse que um filme “nunca” poderia ser melhor do que um livro. Nunca, jamais. Impossível. Um absurdo sequer de pensar. Os livros são do melhor que a Vida tem, e uma imagem, por muito boa (e se as há!) não consegue traduzir plenamente a beleza da palavra escrita. Mas enganei-me. Redondamente.
Saí do “Leitor” completamente deslumbrada pela beleza da história, pela honestidade das personagens e sobretudo pela capacidade de contar uma extraordinária história de amor (sentido lato) e de Justiça (idem) sem recorrer ao subterfúgio lamechas e piegas, que geralmente pululam este género cinematográfico. Saí de tal forma anestesiada, que pela primeira vez na minha vidinha fui direitinha à primeira livraria comprar o romance escrito. Queria lê-lo com uma extraordinária voracidade. Estava certa que me iria inebriar. Desvendar alguns pormenores, menos ou nada resolvidos na película. Enfim, apaixonar-me! Mas não. As primeiras páginas, lidas ainda na sofreguidão dos primeiros encontros, permitiram o brilho nos olhos, o desejo do reencontro. Mas como um romance que rapidamente se torna morno e indolor, página a página, o texto foi ficando desinteressante, desapaixonado, incapaz de me fixar o olhar e abstrair-me do que me rodeia. Uma lenta e difícil desilusão. Ando a mastigá-lo faz já algum tempo. Com dificuldade. Num esforço que não justifica a tarefa. Numa tentativa de recapturar o que nunca existiu. Em busca duma história fascinante, que sei, bem dentro de mim, não vou conseguir deslumbrar. E com tristeza. Sim, com uma imensa tristeza pela desilusão, e pela possível (muito possível) queda de um dogma que me tem acompanhado desde sempre.
Um filme NUNCA é melhor do que um livro.
Mentira, é bem capaz de haver alguns que o são mesmo.
Bolas!
Sempre disse que um filme “nunca” poderia ser melhor do que um livro. Nunca, jamais. Impossível. Um absurdo sequer de pensar. Os livros são do melhor que a Vida tem, e uma imagem, por muito boa (e se as há!) não consegue traduzir plenamente a beleza da palavra escrita. Mas enganei-me. Redondamente.
Saí do “Leitor” completamente deslumbrada pela beleza da história, pela honestidade das personagens e sobretudo pela capacidade de contar uma extraordinária história de amor (sentido lato) e de Justiça (idem) sem recorrer ao subterfúgio lamechas e piegas, que geralmente pululam este género cinematográfico. Saí de tal forma anestesiada, que pela primeira vez na minha vidinha fui direitinha à primeira livraria comprar o romance escrito. Queria lê-lo com uma extraordinária voracidade. Estava certa que me iria inebriar. Desvendar alguns pormenores, menos ou nada resolvidos na película. Enfim, apaixonar-me! Mas não. As primeiras páginas, lidas ainda na sofreguidão dos primeiros encontros, permitiram o brilho nos olhos, o desejo do reencontro. Mas como um romance que rapidamente se torna morno e indolor, página a página, o texto foi ficando desinteressante, desapaixonado, incapaz de me fixar o olhar e abstrair-me do que me rodeia. Uma lenta e difícil desilusão. Ando a mastigá-lo faz já algum tempo. Com dificuldade. Num esforço que não justifica a tarefa. Numa tentativa de recapturar o que nunca existiu. Em busca duma história fascinante, que sei, bem dentro de mim, não vou conseguir deslumbrar. E com tristeza. Sim, com uma imensa tristeza pela desilusão, e pela possível (muito possível) queda de um dogma que me tem acompanhado desde sempre.
Um filme NUNCA é melhor do que um livro.
Mentira, é bem capaz de haver alguns que o são mesmo.
Bolas!
Maria da Pomba aka Pomba Gira
Maria da Pomba é uma mulher feliz!
Seguiu a Carreira militar por vocação do pai, e porque sempre gostou de ver mulheres com fardas. Acompanha-a desde criança um profundo fascínio pelas estrelas. Tentou a astronomia, mas cedo percebeu estar vocacionada para as ciências mais exactas. Dedicou-se desta feita à Astrologia. Durante alguns anos conciliou a profissão, com a carreira militar, chegando até a montar banca na cantina do quartel, onde por uns escassos mil réis fazia o mapa astral dos seus colegas de Companhia. Em situações excepcionais receitava, pelo mesmo valor, mezinhas caseiras. A vida deu um tombo quando o seu Capitão, descontente com o resultado do mapa astral, a desonerou do exército. Era na ocasião alferes.Imbuída do espírito empreendedor que sempre a caracterizou, Maria da Pomba, abriu consultório. Foi igualmente nesta ocasião que descobriu mais um talento, os bordados de lenços dos namorados. Oferecia-os às clientes como prova de fidelidade. Dez consultas, uma oferta.Costuma passear-se pelas esplanadas de Alfama, bordando lenços dos namorados com motivos militares. Despede-se (quase) sempre com um “está escrito nas estrelas”, que já lhe valeu das amigas o cognome de Pomba Estelar. Como é vaidosa, e gosta de se arranjar fez-lhe um upgrade para Pomba Gira.
Mais apresentações aqui.
Seguiu a Carreira militar por vocação do pai, e porque sempre gostou de ver mulheres com fardas. Acompanha-a desde criança um profundo fascínio pelas estrelas. Tentou a astronomia, mas cedo percebeu estar vocacionada para as ciências mais exactas. Dedicou-se desta feita à Astrologia. Durante alguns anos conciliou a profissão, com a carreira militar, chegando até a montar banca na cantina do quartel, onde por uns escassos mil réis fazia o mapa astral dos seus colegas de Companhia. Em situações excepcionais receitava, pelo mesmo valor, mezinhas caseiras. A vida deu um tombo quando o seu Capitão, descontente com o resultado do mapa astral, a desonerou do exército. Era na ocasião alferes.Imbuída do espírito empreendedor que sempre a caracterizou, Maria da Pomba, abriu consultório. Foi igualmente nesta ocasião que descobriu mais um talento, os bordados de lenços dos namorados. Oferecia-os às clientes como prova de fidelidade. Dez consultas, uma oferta.Costuma passear-se pelas esplanadas de Alfama, bordando lenços dos namorados com motivos militares. Despede-se (quase) sempre com um “está escrito nas estrelas”, que já lhe valeu das amigas o cognome de Pomba Estelar. Como é vaidosa, e gosta de se arranjar fez-lhe um upgrade para Pomba Gira.
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A Lista - parte 2

Mais um!
Este é (para já) um desejo formulado apenas pela beleza da capa, e pelo universo de correlações criativas a que o título me remete.
A procurar no Pavilhão das Edições ASA
Whyyyyy, oh whyyyy, tu, tu,tu,tuuuurriuuu
Miminho para mim, que bem o preciso!
Semana feiiiiiaaaaaaaaaaaa!
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